Hoje pensei assim!

Encher-se de convicção, de opinião formatada, muitas vezes torna muita gente boa em gente chata, em gente arrogante, em gente que se acha e que por se achar, enche. E por se encher, estoura em seus melindres.

Estou preferindo andar com gente simples, com gente livre de convicções formatadas, com gente desapegada de dogmas, do que com gente sistematizada, do que com gente que se esmera em fazer marketing pessoal.

Estou aprendendo mais para a vida, na informalidade das conversas descompromissadas, do que com os discursos performáticos, quer sejam profissionais, filosóficos ou religiosos.

Estou vendo mais virtudes nas assembleias dos botecos, do que em muitas cátedras, do que em muitos palcos, do que em muitos púlpitos.

Já não aguento mais palestras motivacionais, nem mesmo com citação da “mais valia”. Já não suporto mais os devaneios incoerentes. E quanto às pregações, a distância entre a prática e a prédica já me causa náuseas.

 - Ser motivado a ficar feliz se não tiver um sapato, porque pior está o outro que não tem um pé, uma grande bizarrice.

- Sofrer influencia das frases de gaveta dos pensadores das redes sociais pode ser o limiar da acefalia.

- Ficar convicto de uma salvação advinda de uma espiritualidade verticalizada, da imposição de normas, que nem mesmo quem dita tem condições de cumprir, que disparate.

Incoerências da "Presidenta" a "boa" dirigenta.

Como é que pode a "presidenta" (rsrs) (ela faz questão de ser tratada assim ), ser tão incoerente, primeiro sua declaração contra a anistia dos militares de Salvador.
Somente atravéz de uma anistia ela pôde chegar onde chegou.

Outra absurda, é o financiamento de uma ditadura, financiou milhões para Cuba. É uma ditadura de esquerda, mas é uma ditadura. Quanta incoerência.
Onde devemos publicar para sermos ouvidos? Ninguém foi consultado para o tal empréstimo. É o nosso dinheiro sendo usado, sem a nossa permissão.

IDIOSSINCRASIA

Cada um tem sua filosofia, sua ideologia, até mesmo suas heresias.
Ninguém é melhor do que ninguém, apenas diferente em sua maneira de enxergar as coisas.

Cada um tem suas verdades, suas mentiras, seus devaneios, suas loucuras.
Ninguém pode julgar ninguém, simplesmente com base em sua convicção.


Uns dizem que é assim, outros dizem que é assado, uns acham, outros até tem certeza.
Ninguém pode saber tudo, a ponto de determinar como o outro deve pensar.

Cada um tem sua incoerência, sua dualidade, sua esquizofrenia.
Ninguém é tão centrado, que não cometa deslize em seu próprio discurso.

Geraldo Santana
RUMORES DE OUTRO MUNDO


Muito bom.


Vale a pena parar e assitir todas as partes desta palestra. O Renato nos presenteou com as legendas em português.
Como sempre, o Philip Yancey nos leva a reflexões que inquietam nossa alma com questões profundas de maneira simples. Recomendo.




"Te amo do jeito que você é, não do jeito que deveria ser."


Há um Deus em tua vida.

Quando te vejo tão acomodado ao mundo que te cerca,
como a água que toma forma do vaso que a contém.
Eu me lembro de um Rei coroado de espinhos,
arrastando uma cruz, pelas ruas de Jerusalém.

Quando te vejo tão preocupado com rótulos,
tão desejoso de aparecer.
Eu me lembro de Rei perdido no deserto,
onde só as feras e os anjos o podiam ver.

Um jovem Rei que te entregou um dia,
o privilégio da grande comissão,
o qual nega com a tua covardia,
sucumbindo as promessas que te falam ao coração.

Há um Deus em tua vida.


(Musicado desta forma, baseado no poema de Mirtes Matias: Há um Deus em tua vida.)

                                                               Gê

FRUTO É ESSÊNCIA, NÃO DÁ PARA IMITAR.

Posso imitar paixão,
amor não.
Posso imitar um bem estar,
nunca a paz.
posso imitar um sorriso,
alegria jamais.

Amor, tudo sofre, tudo crê,
paz, o mundo não pode oferecer,
alegria do Senhor a nossa força é.

Não posso imitar a fé,
talvez uma crença.
Não posso imitar temperança
e nem paciência.

Bondade, benignidade,
nascem no coração,
por mais que eu me esforce,
não posso imitar mansidão.

Posso imitar paixão,
amor não.

"Não me venha com a problemática que eu tenho a solucionática"


Você já reparou como nós sempre temos solução para todos os problemas que estão além de nós?

Todo mundo sabe exatamente o que e como fazer para solucionar as questões sociais, todos tem a receita pronta para resolver os problemas políticos, dos mais simples aos mais críticos, quem nunca se arriscou a dizer: - é só fazer assim e assado e pronto. Todo mundo sabe como a seleção deve ser escalada, qual a melhor opção tática, como seu time precisa jogar para vencer. Todo mundo sabe como resolver os problemas dos vizinhos, dos filhos problemáticos dos vizinhos, a situação das crianças abandonadas, a solução para os crimes, para a seca do Nordeste, os problemas dos outros departamentos no nosso trabalho, sabemos direitinho o que o outro chefe tem que fazer para resolver as reclamações dos clientes, temos também a solução para as questões ambientais, para tudo que está além de nós, sabemos como resolver. Eu mesmo sei como resolver o problema da lagoa da Pampulha, pô é só...ops.

O grande problema reside em não sabermos resolver os nossos próprios problemas, quantas vezes não já dissemos diante de um problema financeiro, diante de um problema de saúde, diante de um problema de relacionamento, - não sei mais o que fazer. Resolver os problemas dos outros é fácil, dar conselhos quando alguém passa por uma situação adversa, mesmo que não tenhamos a mínima noção do que ela está passando, é fácil, dificil mesmo é resolver as nossas questões pessoais, aquelas que nos fazem ter a síndrome do parafuso, ficamos rodando de um lado para o outro na cama tentando achar uma solução.

Como somos conselheiros natos, assim que alguém compartilha um problema, seja na sala de espera de um dentista, na fila do ônibus ou no banco da praça, automaticamente vem uma pérola, uma receita perfeita para resolver a questão.
Como seria bom se soubéssemos resolver as nossas picuinhas assim como conseguimos resolver os problemas do mundo.

O TEMPO E AS JABUTICABAS

'Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que vivi até agora. Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem
eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo magestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas não debatem conteúdos, apenas rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero essência, minha alma tem pressa... Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado do que é justo. Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.

Rubem Alves
 
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